Artigo de opinião de Marisa Costa escrito para o portal SAPO.

Os agricultores trabalham afincadamente todos os dias do ano — inclusive durante as festas — para garantir alimentos saudáveis, ricos e nutritivos na Consoada. À mesa dos portugueses está um bocadinho de nós.

Quando nos sentamos à mesa na noite de Natal, raramente pensamos no caminho que os alimentos percorreram até ali chegar. O queijo, o peru, o bacalhau, as batatas, o azeite, os legumes, o pão, os doces tradicionais e até o vinho partilham uma origem comum: o trabalho diário, persistente e muitas vezes invisível dos agricultores portugueses.

O Natal é sinónimo de abundância, partilha e tradição. As mesas enchem-se de pratos que passam de geração em geração e que carregam memórias familiares. Mas essa abundância não surge por acaso. Começa meses antes, nos campos, nas hortas, nos pomares e nas explorações agrícolas espalhadas por todo o país, onde homens e mulheres trabalham afincadamente para garantir alimentos de qualidade.

Mesmo enquanto a maioria das famílias dorme, o trabalho no campo continua. Os agricultores trabalham afincadamente todos os dias do ano — inclusive durante as festas — para garantir alimentos saudáveis, ricos e nutritivos e este esforço resulta em produtos frescos e seguros, que chegam às nossas mesas e que tornam a nossa gastronomia tão rica e diversa.

Valorizar os produtos lácteos nacionais e dar preferência a produtores locais é também uma forma de apoiar a nossa economia e promover práticas agrícolas mais sustentáveis. As vacarias atuais investem em energias renováveis, redução de desperdício e bem-estar animal, contribuindo para um sistema alimentar mais responsável e transparente.

Ao escolher produtos de origem nacional para a ceia de Natal, não só ajudamos a preservar tradições, como também reforçamos a continuidade dos meios rurais que sustentam o país ao longo de todo o ano.

Não há nada que nos deixe mais orgulhosos que fazer parte da vida das famílias todos os dias do ano, mas a verdade é que a magia do Natal nos dá um alento diferente. É com enorme orgulho que sabemos que na mesa dos portugueses está um bocadinho de nós. Por trás de cada copo de leite ou fatia de queijo, por trás do peru, das batatas cozidas, etc., existe o trabalho incansável dos agricultores, cuja atividade combina tradição, conhecimento, inovação, sustentabilidade e dedicação diária.

Que neste Natal, quando nos sentarmos à mesa, nos lembremos que cada prato conta uma história silenciosa de quem, longe das luzes e das festas, trabalhou a terra para que nada nos falte.

 
Um Santo e feliz Natal com sabor, saúde, partilha e muito  amor.

Artigo de opinião de Marisa Costa escrito para o portal SAPO.